A China permaneceu como o principal destino dos produtos brasileiros. O país asiático comprou US$ 30,5 bilhões entre janeiro e junho, valor que corresponde a 35,1% de todas as exportações do setor. O resultado representa crescimento de 10,5% em comparação com o mesmo período de 2025. União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência entre os maiores compradores.
A soja em grãos liderou a pauta de exportações e atingiu o maior volume já registrado para um primeiro semestre. O Brasil embarcou 69,6 milhões de toneladas do produto, quantidade 7,1% superior à contabilizada nos seis primeiros meses do ano passado.
As vendas de carne bovina in natura também chegaram ao maior patamar da série histórica para o período. A receita alcançou US$ 9,1 bilhões, com alta de 38,5%. O volume exportado chegou a 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 16,2% na comparação anual.
A carne de frango in natura acumulou US$ 5 bilhões em vendas ao exterior, aumento de 17,8%. Os frigoríficos brasileiros enviaram 2,5 milhões de toneladas para outros países, avanço de 13,7%. Japão, União Europeia e China responderam por mais de 78% da expansão das compras da proteína no semestre.
O farelo de soja movimentou US$ 4,6 bilhões, alta de 14,8% em relação aos primeiros seis meses de 2025. O volume chegou ao recorde de 12,7 milhões de toneladas. O Irã apresentou o maior aumento entre os compradores e ampliou as aquisições do produto brasileiro em 571,3%.
As exportações de algodão também atingiram o maior valor da série histórica para um primeiro semestre. A receita totalizou US$ 2,8 bilhões, crescimento de 12,5%, enquanto a quantidade embarcada aumentou 21,4%. A China liderou as compras e elevou as importações do produto brasileiro em 160%.
O milho completou a lista dos principais destaques. As vendas externas do grão chegaram a US$ 1,7 bilhão, alta de 20,6%. O aumento dos embarques para Vietnã e Egito contribuiu para o resultado.
Apesar do desempenho recorde do setor, alguns produtos apresentaram retração. As exportações de café verde diminuíram nos principais mercados consumidores, entre eles Estados Unidos, União Europeia e Japão.
O açúcar bruto registrou queda de 24,5% na receita. A redução de 21,9% no preço médio internacional e a pequena diminuição da quantidade comercializada provocaram o recuo.
A celulose também encerrou o semestre com resultado negativo. O valor exportado caiu 4% devido à redução do volume vendido, apesar do aumento dos preços médios.
O desempenho do semestre incluiu recordes de valor, quantidade ou volume para soja em grãos, carnes bovinas, suínas e de frango, algodão, farelo de soja, bovinos vivos, café solúvel, arroz, mangas e óleo de milho.
Matéria: Campo Grande News


















