O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela pode aumentar o fluxo migratório de venezuelanos para Mato Grosso do Sul, na avaliação da presidente da Associação Venezuelana de Campo Grande, Mirta Carpio.
”A situação de lá não tem como mudar rapidamente, em tal caso, viria mais migração de lá para cá!”, pontuou. Ela ressalta que ainda é cedo para confirmar qualquer cenário, já que os fatos são muito recentes.
Os Estados Unidos realizaram um ataque de larga escala à Venezuela na madrugada deste sábado (3). Segundo o presidente americano, Donald Trump, Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país. Os bombardeios ocorreram na capital, Caracas, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A comunidade acompanha os acontecimentos com “esperança e muita preocupação do que vai vir agora.”
Mirta afirma que, até o momento, o acesso à internet não foi totalmente interrompido, o que tem permitido o acompanhamento dos desdobramentos com as famílias.
Ainda assim, o cenário é descrito como confuso e instável, com a permanência do ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello e do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
Outro ponto de apreensão é a atuação dos coletivos armados, além de pessoas ligadas ao narcotráfico que teriam sido presas.
Sobre a motivação dos Estados Unidos, Mirta avalia que não haveria interesse econômico. “Não vejo interesse econômico nenhum, os Estados Unidos querem é derrubar um governo ilegítimo, ditatorial e principalmente narcotraficante”, disparou.
Para ela, os líderes que deveriam conduzir o país são Edmundo González Urrutia e María Corina Machado, que fazem parte da oposição.
O ataque americano ocorre em meio a acusações feitas por Trump contra Maduro. O presidente dos Estados Unidos afirma que o líder venezuelano comanda uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas.
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), se considerar pessoas de 5 anos ou mais de idade (5 anos antes da pesquisa), que não residiam no Brasil e se mudaram para Mato Grosso do Sul, o montante atinge 10.028. A maioria (4.249) é da Venezuela. Em Campo Grande, 1.964 eram de outros países, a maioria da Venezuela, com 830 pessoas.
Os dados fazem parte da pesquisa “Fecundidade e migração: Resultados preliminares da amostra”. Esse é mais um recorte do Censo Demográfico de 2022.
Matéria: Campo Grande News


















