Aumento de Reinaldo no ICMS da gasolina vai impactar no preço da cesta básica, diz deputado

Aumento de Reinaldo no ICMS da gasolina vai impactar no preço da cesta básica, diz deputado

Deputado Cabo Almi (PT) e Gerson Claro (PP) durante sessão nesta quinta-feira (13). (Luciana Nassar, ALMS)

Com preço mais alto do combustível, sobe o valor do frete e pode encarecer cesta básica e vestuário, alertou Cabo Almi

O deputado estadual Cabo Almi (PT) alertou que o aumento do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Bens e Serviços) na gasolina, vai impactar diretamente no bolso da população, inclusive as pessoas que nem veículo tem para abastecer. O reajuste, segundo o petista, vai ser sentido no preço da cesta básica, por exemplo.

Almi usou a tribuna em sessão nesta quinta-feira (13) dizendo que a diferença na redução do etanol não é satisfatória. “O aumento do ICMS vai impactar toda população, com elevação no preço do frete que transporta a cesta básica, no vestuário. Sempre foi assim e sempre vai ser”, pontuou.

Conforme o petista, não é vantajoso abastecer no etanol. “A intenção (do governo) é fazer os veículos flex abastecerem com álcool, mas ainda não vimos esse preço baixar. Se a diferença não for compensatória, nada vai adiantar. Hoje, 80% dos condutores preferem abastecer gasolina”.

Cabo Almi citou que nos municípios do interior, o valor do litro da gasolina pode chegar a R$ 5. “Só nosso Estado aumentou assim, de R$ 0,23 a R$ 0,25 e no interior o preço final da gasolina ultrapassa os R$ 5. O governo deveria ter deixado apenas o aumento nacional, que sempre vem e só baixar o etanol para dar opção do incentivo”, constatou.

Lídio Lopes (Patriota) aproveitou o discurso de Almi e afirmou que ao invés do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes) fazer outdoor com os rostos dos deputados que votaram a favor do aumento, deveria fiscalizar os postos de combustíveis. “O sindicato deveria acabar com a cartelização, porque ontem (12) tinha dono de posto quase sendo preso porque tava vendendo combustível com preço novo sendo que tinha estoque”.

Lopes afirmou também sobre o monopólio e os custos desnecessários. “É preciso o fim do monopólio da Petrobras, para que nosso etanol não precise sair daqui até Paulínia em São Paulo, carimbar papel e voltar. Isso tem preço. Teríamos o álcool a R$ 1,60 pela nossa produção”, ressaltou.

Líder do governo na Casa de Leis, Gerson Claro (PP), defendeu que as reformas são necessárias. “Disseram que o petróleo é nosso, mas ele continua sempre caro. Não há mágica, temos que ter despesa menor que receita, por isso a necessidade das reformas, mas a maior parte dos impostos infelizmente ainda vai para a União”, ponderou.

Fonte: Midiamax

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