Casos de chikungunya caem no Brasil, mas quase quadruplicam em MS no início de 2026

Mato Grosso do Sul segue liderando os casos nacionais de chikungunya. Nas duas primeiras semanas de 2026, quase um quarto dos registros prováveis da doença estão concentrados no Estado. MS registrou 386 casos prováveis, com 13,3 casos a cada 100 mil habitantes — a maior incidência do Brasil. Os dados estão disponíveis no Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizado pela última vez em 15 de janeiro de 2026.

Em 2025, Mato Grosso do Sul foi o estado com a segunda maior incidência de chikungunya no país. MS fechou o ano com 14.096 casos prováveis da doença, seis vezes mais que em 2024 e o dobro da soma dos últimos dez anos. A tendência estadual é oposta ao cenário nacional, já que o Brasil tem desaceleração nas contaminações.

No país, observando as duas primeiras semanas de cada ano, os casos caíram 46% entre 2024 e 2025, e 74% entre 2025 e 2026. Já no Estado, houve alta de 90,2% entre 2024 e 2025, e um acréscimo de 298% entre o ano passado e este. Isso significa que os casos prováveis quase quadruplicaram entre 2025 e 2026.

Em números absolutos, as duas primeiras semanas de 2024 registraram 11.231 casos de chikungunya no Brasil e 51 em Mato Grosso do Sul. Já em 2025, o número caiu para 6.099 no país e subiu para 97 no Estado. Neste ano, uma queda maior ainda no cenário nacional, com 1.610 casos prováveis, e uma alta ainda mais elevada em MS, com 386 registros.

Comparação com outros estados

No Brasil, há 1.650 casos prováveis, conforme o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde. Apenas dois estados têm mais de 100 casos: Mato Grosso do Sul, com 386, e Minas Gerais, com 374. Em seguida, vem Mato Grosso, que registrou 96 suspeitas de chikungunya nessas duas semanas. Assim, 22,4% dos casos prováveis no Brasil neste ano estão concentrados em MS.

O coeficiente de incidência é a taxa que relaciona o número de casos de uma doença e a população de determinado território. No Brasil, a incidência de chikungunya é de 0,8 casos prováveis por 100 mil habitantes. O ranking de estados mostra que 18 unidades da Federação têm incidência menor que 1; e apenas Mato Grosso do Sul registra incidência superior a 10 casos por 100 mil habitantes.

(Captura de Tela, Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde)

Fátima do Sul lidera casos

Conforme publicação da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Mato Grosso do Sul registrou 465 casos prováveis de chikungunya em 2026, com dados atualizados até 17 de janeiro. Desse total, 67 casos foram confirmados, todos por critério laboratorial, e não há registro da doença em gestantes até o momento.

Fátima do Sul concentra 57 casos prováveis da doença. Com população estimada em pouco mais de 20,6 mil habitantes, o município apresenta incidência de 281,4 casos por 100 mil habitantes, classificada como média, sendo a maior do Estado neste início de ano.

“A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município”, afirma a pasta, em nota publicada no site oficial.

 

Fonte: Jornal Midiamax

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