O desmatamento no Cerrado de Mato Grosso do Sul caiu 23,3%, chegando à menor taxa da série histórica, iniciada em 2001. Esta é a terceira queda anual consecutiva para o Estado e também marca o menor desmatamento do Brasil no bioma, desde o início dos registros. Os dados foram divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
A queda foi de 272,53 km² degradados em 2025 para 208,90 km² desmatados em 2026 no Cerrado, em Mato Grosso do Sul. O Estado corresponde a 3,8% de toda a área desmatada no Cerrado brasileiro neste período. Em MS, o bioma registra diminuição desta taxa desde 2022, após altas de 16,7% em 2020, 9,5% em 2022 e 14% em 2023.
Os maiores índices de desmatamento no bioma em Mato Grosso do Sul foram registrados entre 2001 e 2006, com variação da área desmatada de 2.713,79 km² até 1.509,81 km².
Confira a evolução ano a ano no infográfico abaixo, produzido com dados do Inpe:
Números nacionais
Na Amazônia, o desmatamento foi de 3.335 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, redução de 41,8% em relação ao período anterior, quando foram registrados 5.731 km². Esta também é a menor taxa da série histórica, iniciada em 1988, segundo o Inpe.
Já no Cerrado nacional, o desmatamento foi de 5.516,69 km², redução de 23,8% em relação aos 7.235,27 km² do período anterior. Também é o menor valor da série histórica do bioma, iniciada em 2001.
“A redução do desmatamento não é um episódio isolado, nem resultado da sorte. É um processo contínuo, de redução ano a ano, que só é possível com políticas públicas estruturadas e organizadas em três pilares fundamentais: a ciência, com informações que orientam nossas decisões; a democracia, com a participação da sociedade na construção das políticas públicas; e o pacto federativo, com respeito e parceria entre o Governo Federal, os estados e os municípios”, afirma o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
Fonte: Jornal Midiamax
















