Dono de ONG suspeito de movimentar R$ 34 milhões para o PCC tem projeto social que atua em MS

Foto: Fundação de suspeito de elo com PCC tem projeto que atua em MS. (Divulgação, FPC)

A Operação Contaminatio, da Polícia Federal, prendeu o empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de 63 anos, acusado de movimentar R$ 34 milhões em esquema de lavagem de dinheiro para a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Conforme a PF, Adair é suspeito de lavar milhões para o crime organizado através de entidades e empresas em seu nome ou ligadas a ele, que envolvem uma fintech criada por João Gabriel de Melo Yamawaki, identificado como integrante da facção.

Ele também é presidente da Fundação Pró-Cerrado — sediada em Goiânia —, que mantém o programa Pró-Aprendiz. Trata-se de uma rede nacional de instituições sem fins lucrativos que trabalham com formação socioprofissional de adolescentes e jovens.

Em Mato Grosso do Sul, duas instituições são parceiras desse projeto. As investigações não apontaram ou citaram qualquer uma dessas duas entidades.

Tudo começou com investigações da PF, em agosto de 2024, que apreendeu dispositivos eletrônicos da facção criminosa. A partir disso, os agentes descobriram um complexo sistema de movimentações financeiras ilícitas, com estrutura organizada para lavagem de dinheiro.

A defesa de Meira afirmou que ele não possui vínculos estatutários ou funções executivas, bem como participações em conselhos que o liguem a organizações criminosas ou agentes políticos.

A reportagem solicitou posicionamento da Fundação Pró-Cerrado e aguarda retorno. As instituições parceiras em MS também foram procuradas, mas não responderam aos questionamentos até esta publicação. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte: Midiamax

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