Empregos: Agroindústria abre vagas de emprego, na contramão de outros setores

Foto: Arquivo G1MS

Frigoríficos de MS exportaram mais de R$ 1,8 bilhão no 1º quadrimestre; na próxima semana, JBS reativa unidades em Coxim e Ponta Porã

Em meio as quase 18 mil solicitações de seguro desemprego dos últimos dois meses, a maioria resultado de demissões em setores como comércio e serviços, a agroindústria tem dado uma demonstração que segue na direção contrária, a de manutenção das  vagas de trabalho e contratação de mais colaboradores. O setor é responsável por pelo menos 104 mil empregos no Estado, de 2,71 milhões de habitantes.

Um exemplo do vigor do setor industrial ocorre neste início do mês. A JBS, que mantém 10 frigoríficos e unidades de processamento de proteína animal no Estado, reativará até a próxima segunda-feira (25) duas de suas plantas, em Coxim e em Ponta Porã, que estavam com o abate suspenso desde o ano passado. Elas se somarão ao frigorífico da multinacional localizado em Nova Andradina, que depois de pouco mais de um mês de suspensão, também retomou os abates no fim de abril. Juntos, estes tres frigoríficos reativados em menos de 1 mês, geram pouco mais de 1 mil empregos diretos.

“Existem setores que estão sendo mais impactados, e que terão uma retomada um pouco mais lenta. No nosso caso, por conta da nossa área de atuação (processamento de proteína animal), teremos uma recuperação mais rápida que nos demais setores”, disse o presidente da Friboi, subsidiária da JBS da área de bovinos, Renato Costa.

Embora o governo federal não tenha divulgado neste ano os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), outros números tem mostrado o vigor das agroindústrias. Somente a JBS, que emprega 15 mil pessoas no Estado, deve aumentar seu contingente de trabalhadores neste semestre. O Correio do Estado também apurou com a Associação dos Produtores de Carne de Mato Grosso do Sul (Assocarnes), que todos os frigoríficos mantiveram seus postos de trabalho, e outros também estão realizando contratações pontuais.

VENDAS

Entre os meses de janeiro a abril, as exportações do “complexo frigorífico” em Mato Grosso do Sul resultaram em vendas de US$ 324,2 milhões (R$ 1,8 bilhão), número 11% maior que o mesmo período de 2019. Quase a metade das exportações (42%) resultam de carnes desossadas, descongeladas, de bovinos (US$ 135,4 milhões). Hong Kong, China e Chile foram os maiores compradores.

Conforme Renato Costa, existe uma expectativa no mercado externo por crescimento na demanda por alimentos, e o Brasil pode ser beneficiado com isso. “O Brasil é muito forte tanto em proteína animal, como em proteína vegetal. Não é a toa que falam é o celeiro do mundo: é mesmo”,comenta. “Essa retomada – apesar de ainda tímida – já ocorre: a China já retomou, na Europa já acompanhamos que nesta semana está começando a retomar, os Estados Unidos também, Oriente Médio… Eles precisam de alimentos”, demonstra o presidente da Friboi.

Fonte: Correio do Estado

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