O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña, apontado por envolvimento no escândalo do Ueno Bank, foi preso na noite desta sexta-feira, em sua casa, na capital Assunção. O Ministério Público do país vizinho já havia ordenado a prisão de Peña.
Mais cedo, o Senado paraguaio havia decidido, por unanimidade, pelo impeachment. A decisão afastou Peña do cargo e também suspendeu as garantias constitucionais que o então presidente teria caso apenas renunciasse ao cargo. Apesar da decisão, os advogados afirmam que devem contestar o julgamento.
Nesta quinta-feira (5), Peña renunciou, enquanto a Câmara dos Deputados já se preparava para votar a abertura do impeachment. Isso por conta da crise do banco digital Ueno Bank, que levou ao bloqueio de contas e investimentos de aproximadamente 40% da população paraguaia.
Mesmo com a renúncia, ele sofreu o processo de impeachment. Nas redes sociais, Peña ainda se manifestou pouco antes do resultado:
“Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e para ajudar a restaurar a paz no Paraguai. Não quero que minha presença seja causa de maior divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu destino pessoal”, disse ele.
Intervenção no Ueno Bank e investigações
De acordo com o BCP (Banco Central do Paraguai), a intervenção no Ueno Bank foi decretada na terça-feira (3) porque o índice de solvência da instituição financeira caiu para menos de 50% do limite mínimo exigido por lei. Horas após o anúncio da medida, o presidente do BCP, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo a pedido de Santiago Peña.
O Ministério Público do Paraguai ordenou a prisão de oito diretores do Ueno Bank. Segundo as autoridades locais, todos os executivos já foram detidos. Entre os investigados que compareceram a audiências no Palácio da Justiça, em Assunção, está o diretor Miguel Vázquez.
Nas semanas anteriores à intervenção, Peña havia descartado alertas sobre a situação financeira do banco. Em 27 de outubro, o então presidente pediu calma e classificou a investigação administrativa do BCP como uma questão técnica.
O presidente paraguaio Santiago Peña possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, porém se desvinculou em 2025.
Fonte: Jornal Midiamax
















