Enquanto o agronegócio brasileiro alcançou o segundo melhor resultado da série histórica para o mês de novembro, com US$ 13,4 bilhões em exportações, Mato Grosso do Sul registrou queda no valor embarcado no mesmo período. Dados do painel da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) mostram que o Estado exportou US$ 592,8 milhões em novembro, abaixo dos US$ 718,2 milhões registrados em outubro.
No volume, a retração foi ainda mais evidente. As exportações sul-mato-grossenses somaram 1,33 milhão de toneladas em novembro, contra 1,9 milhão de toneladas no mês anterior. Apesar da queda, a pauta manteve o mesmo perfil concentrado em commodities, com destaque para a pasta química de madeira, que respondeu por 30,8% das exportações do Estado, seguida pelas carnes, com 28,6%, e pelo açúcar, com 9,6%.
Em outubro, a celulose teve participação ainda maior, representando 38,7% do total exportado por MS, enquanto as carnes respondiam por 20,1% e o açúcar por 13,7%. A redução da participação da celulose ajuda a explicar a queda no valor total, em um mês marcado por preços internacionais ainda pressionados, apesar do crescimento do volume nacional.

No comércio exterior de MS, a China seguiu como principal destino, com compras que somaram US$ 182,7 milhões em novembro. Na sequência aparecem Países Baixos e Estados Unidos, com US$ 43 milhões e US$ 29 milhões, respectivamente. Em outubro, a dependência do mercado chinês era ainda maior, com US$ 255,8 milhões, além de embarques relevantes para Itália e Países Baixos.
No cenário nacional, a nota divulgada pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) aponta que o crescimento das exportações brasileiras em novembro foi impulsionado principalmente pelo aumento do volume embarcado, com destaque para carnes, soja, café e produtos florestais, mesmo em um ambiente de preços médios mais baixos. A China respondeu por 29% de todo o valor exportado pelo agronegócio brasileiro no mês, reforçando sua posição como principal parceiro comercial do setor.
Acesse o painel interativo do Observatório da Indústria, disponibilizado pela Fiems, clicando aqui.
Matéria: Campo Grande News
















