A presença de Forças Federais em cidades de Mato Grosso do Sul nas Eleições 2026 divide opiniões. Tropas devem ser enviadas para dez municípios e quatro comunidades indígenas sul-mato-grossenses, conforme aprovação do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul).
Parte dos municípios está localizada em regiões fronteiriças. O prefeito de Paranhos, Heliomar Klabunde (MDB), aprova a presença dos agentes federais para reforçar a segurança. “Cidade de fronteira seca é muito diferente de cidades não localizadas na fronteira”, aponta.
Já em Caracol, o prefeito Carlos Humberto Pagliosa, o Neco Pagliosa (PL), apontou que as eleições devem correr sem problemas, mas disse que o reforço da segurança é bem-vindo. “Está muito tranquila essa campanha”, indica.
Em Ponta Porã, que enfrenta desafios de violência na região da fronteira, a expectativa também é de eleições tranquilas, de acordo com o prefeito, Eduardo Campos (PSDB). “As eleições aqui em Ponta Porã estão transcorrendo num clima de absoluta tranquilidade. Não vejo razões para o envio de forças especiais”, destaca.
Outra cidade que deve receber os agentes de segurança é Juti. O chefe do Executivo no município, Gilson da Cruz (PSDB), diz que há anos as eleições ocorrem sem problemas. “Por aqui, tudo normal até o momento”, garante.
Confira a lista de atuação da segurança federal em MS nas Eleições 2026
- 1ª Zona Eleitoral: municípios de Amambai e Paranhos.
- 17ª Zona Eleitoral: municípios de Bela Vista e Caracol.
- 19ª e 52ª Zonas Eleitorais: municípios de Ponta Porã, Antônio João, Aral Moreira e Coronel Sapucaia.
- 28ª Zona Eleitoral: Aldeia Pirakuá, Escola Municipal Nhandejara (Aldeia Indígena Te’yikue, em Caarapó), Escola Mbo-Ero Arandui (Aldeia Indígena Jarará, em Juti) e Escola Mbo-Eroga Taperandi (Aldeia Indígena Taquara, também em Juti).
Como funciona?
As forças federais são integradas pelos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O reforço visa garantir a segurança nos locais de votação onde houve solicitação de apoio e assegurar o cumprimento da lei e das decisões da Justiça Eleitoral.
O objetivo é garantir o livre exercício do voto, a normalidade da votação e a apuração dos resultados.
Fonte: Jornal Midiamax


















