O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (11) que a seleção do país não participará da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi confirmada pelo ministro dos Esportes, Ahmad Doyanmali, o qual afirmou que o contexto de guerra no Oriente Médio impede a presença iraniana no torneio.
Segundo o ministro, o país enfrenta um cenário de conflito após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, o que teria provocado milhares de mortes e agravado a instabilidade interna. Doyanmali declarou que, diante dessa situação, não há condições para que a seleção dispute o Mundial.
A declaração ocorre horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a seleção iraniana seria bem-vinda para competir no torneio, que terá partidas em território americano. A informação foi divulgada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, em publicação nas redes sociais.
Na tabela do Mundial, o Irã tinha partidas previstas contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, em Inglewood, na Califórnia, e contra a Bélgica, em 21 de junho, no mesmo local. O último jogo da fase de grupos seria contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle.
O regulamento da Fifa prevê multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de R$ 1,6 milhão, para seleções que abandonarem o torneio. A entidade ainda não informou qual será o procedimento após a desistência oficial do país.
Entre as possibilidades analisadas estão manter o grupo com três seleções ou convidar outra equipe para ocupar a vaga. Emirados Árabes Unidos e Iraque, que avançaram nas fases finais das Eliminatórias Asiáticas, aparecem como possíveis substitutos caso a Fifa decida incluir um novo participante.
Fonte: Jornal Midiamax



















