Jamilson Name propõe inclusão da Robótica como disciplina nas escolas públicas da Rede Estadual

Jamilson Name propõe inclusão da Robótica como disciplina nas escolas públicas da Rede Estadual

Foto: Luciana Nassar / ALMS

Conforme Jamilson Name, a Robótica é uma experiência desafiadora para estudantes de todas as idades e amplia o interesse do aluno pela tecnologia, a pesquisa e o desenvolvimento de soluções

O deputado estadual Jamilson Name apresentou hoje (06/08) um Projeto de Lei que inclui a disciplina de Robótica no currículo escolar da Rede Pública do Estado de Mato Grosso do Sul. A Robótica é uma ferramenta importante para facilitar a compreensão de conteúdos de sala de aula, incentiva o aluno à pesquisa e ao desenvolvimento de habilidades essenciais para o futuro e aprimora os conhecimentos sobre Lógica, Física e Matemática.

Conforme Jamilson Name, a Robótica é uma experiência desafiadora para estudantes de todas as idades e amplia o interesse do aluno pela tecnologia, a pesquisa e o desenvolvimento de soluções.  “A ideia é que os alunos tenham atividades de Robótica com o objetivo de aprofundar o aprendizado sobre os diversos temas que envolvem a tecnologia. Além disso, permite modernizar as formas de ensino com atividades que estimulam o desafio, a motivação, a colaboração, a construção, a reconstrução e outras práticas aliadas aos conceitos teóricos de diversas disciplinas”, afirma o deputado estadual.

O parlamentar ressalta que a inclusão dessa disciplina, como conteúdo transversal do currículo escolar das escolas da Rede Pública Estadual, incentiva crianças e jovens a utilizar, por meio de aprendizagem, materiais de sucata ou kits de montagem compostos por diversos tipos de peças como motores, sensores controláveis por computador e softwares que permitam programar, de alguma forma, o funcionamento dos modelos montados.

Todas as escolas públicas de países como Holanda e a Alemanha possuem a disciplina Robótica Pedagógica. A Inglaterra foi um dos primeiros países a implantar o ensino de programação e robótica como aprendizado obrigatório nas escolas. No ano de 2013, ocorreram as mudanças no currículo escolar e em poucos anos, já foram observados resultados positivos.

Crianças a partir de cinco anos de idade, podem elaborar e executar programas de computadores criados por elas nas aulas. Além disso, aprendem conceitos sobre a segurança na internet, como manter a privacidade e prever situações de perigo. Os alunos do ensino secundário assistem a aulas sobre sistemas de computação, linguagens de comunicação variada e modelagem. Além disso, aprendem a usar impressoras 3D, conceitos e aplicações de robótica.

Na Austrália, o governo, percebendo a necessidade de profissionais capacitados e visando a produtividade do país e seu desenvolvimento econômico, em 2015 incentivou as escolas a focarem nas aulas das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, desde o nível primário: o ensino de programação tornou-se então parte do currículo escolar obrigatório para estudantes a partir de 10 anos de idade.

A Prefeitura Municipal de João Pessoa foi a primeira capital a criar o projeto de Robótica Educativa na rede municipal de ensino em 2007. O projeto atendeu a 4,5 mil alunos e tinha o objetivo de aplicá-lo em mais 50 escolas da capital para beneficiar mais de 25 mil estudantes, já que ótimos resultados foram detectados no aumento da criatividade e do interesse pelos estudos. Em São Paulo, desde 2015, as escolas implementam aulas de programação em robótica a partir do 4° ano.

A Robótica tem um caráter multidisciplinar, pois envolve a combinação de conhecimentos na área da mecânica, artes, matemática, física, design e informática. Além disso, a Robótica Pedagógica utiliza a extensão motora, sensorial e perceptiva do aluno e para a sua execução poderão ser utilizados blocos, tijolos vazados, sucatas, ou kits de montagem com peças diversas, motores e sensores controláveis por computadores para a construção de robôs móveis.

Em 2018, o coordenador do Curso de Engenharia da Anhanguera, professor Leandro Basmage, e os acadêmicos Guilherme Souza Lopes e Vinicius Rigon, do curso de Engenharia Mecânica, construíram um aeromotor. O protótipo teve importância reconhecida e fez com que o grupo representasse Mato Grosso do Sul na competição nacional de construção de aeronaves rádio-controladas, na 20ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, em São José dos Campos(SP).

Assessoria de Imprensa – Deputado Estadual Jamilson Name
Marcelo Pereira

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