Quem olhar para o céu de Mato Grosso do Sul na noite desta quarta-feira (29) poderá acompanhar a chamada “Lua do Veado”, nome popular dado à lua cheia de julho. O fenômeno abre uma sequência de eventos astronômicos que inclui o pico de duas chuvas de meteoros entre a noite de quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31).
A Lua atingiu o ponto máximo da fase cheia às 10h35 de hoje. Como isso ocorreu durante o dia, o melhor momento para observação será depois do pôr do sol, quando o satélite natural aparecerá no horizonte e permanecerá visível durante a noite. Não é necessário usar telescópio ou equipamento especial.
A previsão do tempo, porém, não está perfeita para os curiosos. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indica muitas nuvens e possibilidade de pancadas de chuva isoladas em Campo Grande para esta quarta-feira. Assim, a visualização dependerá da abertura do céu em cada região do Estado.
O nome “Lua do Veado” vem da expressão inglesa Buck Moon e está ligado a tradições de povos originários do Hemisfério Norte. A denominação faz referência ao período do ano em que veados machos começam a desenvolver uma nova galhada. O nome é apenas cultural, já que a fase da Lua não provoca o crescimento dos chifres.
Quando aparece próxima ao horizonte, a Lua pode ganhar tons amarelados ou alaranjados. Isso ocorre porque sua luz atravessa uma camada maior da atmosfera, que espalha parte das cores azuladas e deixa passar com mais intensidade os tons quentes. A impressão de que o astro está maior também é uma ilusão visual provocada pela comparação com prédios, árvores e outros elementos do horizonte.
No ano passado
Em julho de 2025, a Lua do Veado ganhou tons alaranjados e foi registrada por moradores de Campo Grande e Rochedo. As imagens foram divulgadas pelo Campo Grande News e mostraram o satélite surgindo próximo ao horizonte durante o entardecer.
Na Capital, o fotógrafo Juliano Almeida usou uma câmera com lente de longo alcance para registrar o fenômeno. O professor aposentado Celso Mazzei também fotografou a Lua do quintal de casa, na região central.
Em Rochedo, o servidor público e fotógrafo Wilmar Carrilho fez imagens por volta das 16h40 e chamou atenção para a tonalidade laranja apresentada pelo astro. Os registros mostraram que o fenômeno pode render boas fotografias mesmo sem equipamentos profissionais.
Meteoros – Depois da Lua cheia, será a vez das chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas atingirem o pico de atividade na mesma noite, entre quinta e sexta-feira.
Em condições ideais, longe da iluminação urbana e com céu totalmente escuro, a Delta Aquáridas do Sul pode produzir cerca de 25 meteoros por hora. Já a Alfa Capricornídeas apresenta uma quantidade menor, em torno de cinco por hora, mas é conhecida por meteoros mais lentos e brilhantes.
O problema será justamente a Lua. Durante o pico das chuvas, ela ainda estará com aproximadamente 98% da superfície iluminada. O clarão deverá esconder os meteoros mais fracos, principalmente os da Delta Aquáridas. Isso significa que a chuva continuará acontecendo, mas boa parte dos rastros poderá passar despercebida.
Conforme orientação de observadores do céu, a melhor tentativa de observação será entre a meia-noite e o amanhecer, em locais afastados da iluminação das cidades. A orientação é deixar a Lua atrás de uma árvore, prédio ou morro e olhar para a parte mais escura do céu. Binóculos e telescópios não ajudam nesse caso, porque reduzem o campo de visão.
Matéria: Campo Grande News

















