Marfrig reverte prejuízo e fecha no azul no 1º trimestre graças a preços mais altos

Marfrig reverte prejuízo e fecha no azul no 1º trimestre graças a preços mais altos

Volume de produção da Marfrig caiu globalmente, mas preços maiores na América do Norte sustentaram resultado — Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Frigorífico lucrou R$ 4 milhões no período, contra perda de R$ 247 milhões um ano antes.

A companhia de alimentos Marfrig passou do prejuízo para o lucro no primeiro trimestre, apoiada sobretudo em melhores preços nas operações da América do Norte, embora o volume global de produção tenha caído.

Segunda maior produtora de carne bovina do mundo, a Marfrig anunciou nesta quarta-feira (15) que teve lucro líquido continuado de R$ 4 milhões no período, ante prejuízo de R$ 247 milhões um ano antes.

No conjunto, a receita líquida consolidada somou R$ 10,1 bilhões de janeiro a março, montante 7,6% superior ano a ano, embora o volume de abate de bovinos tenha caído 0,9% na mesma comparação.

No relatório, a companhia atribuiu o resultado ao aumento de receitas da operação América do Norte e à depreciação do real em relação ao dólar, “que compensou a menor receita líquida na operação América do Sul”.

O resultado operacional da empresa medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado da operação continuada foi de R$ 571 milhões, mais que o triplo dos R$ 182 milhões de igual etapa de 2018.

A margem Ebitda ajustada subiu 0,4 ponto, para 5,7%. Em termos totais, o Ebitda da empresa no período de R$ 649 milhões, alta de 322%.

O resultado financeiro, negativo em R$ 380 milhões, ainda foi melhor do que no trimestre imediatamente anterior, também deficitário, mais em R$ 607 milhões.

O resultado foi divulgado no modelo proforma, considerando os resultados da operação da Nacional Benef, comprada em junho de 2018 e da Quickfood, em janeiro passado.

A Marfrig fechou março com índice de alavancagem, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda, de 2,76 vezes, um aumento de 0,38 vez na medição sequencial.

Fonte: G1MS

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