Vice presidente do Sindicado Rural de São Gabriel do Oeste fala sobre os incêndios na área rural do município

Renê Miranda confirmou que nos últimos dias 15 focos de incêndios foram oficializados no município

O vice presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste,  Renê Miranda falou com o repórter Antonio Soares do site Veja Aqui MS sobre os incêndios que vem acontecendo no município nos últimos meses, e que tem se intensificados nas últimas semanas devido ao grande período de estiagem.

De acordo com Renê Miranda, a situação é muito grave, e jamais vista no município, um dos fatores cruciais para o grande números de focos de queimadas é a seca prolongada. Ainda segundo Miranda, este é um ano atípico em relação ao vento norte, pois nos anos anteriores o período de ventos mais fortes sempre foi no mês de agosto e em 2020 já estamos em outubro e o vento norte continua forte e assim intensificando ainda mais os focos de incêndios.

Renê Miranda relatou que nos últimos dias, 15 focos de incêndios foram oficializados no município, e que a situação é desesperadora para o produtor rural. Segundo Renê o produtor não perde só as pastagens que queima, mas toda a estrutura do solo, como a matéria orgânica, os micro organismo existente no solo, que ajuda na decomposição da matéria orgânica, toda a adubação de base que o produtor já fez, correção de solo e adubação de pastagem. Segundo levantamentos uma estrutura de solo na área de agricultura, depois dos incêndios podem levar de 15 a 20 anos para se recompor. É um investimento muito alto do produtor e do pecuarista que queima junto com os incêndios.

Renê Miranda confirmou que o Sindicato Rural vem trabalhando de forma estratégica em parceria com a Prefeitura de São Gabriel do Oeste, que colocou a brigada municipal para dar todo o apoio necessário na linha de frente para o combate aos focos de incêndios juntamente com a brigada dos produtores rurais. Este ano para combater os incêndios os produtores rurais montaram uma brigada de apoio que conta com caminhões pipas, trator com grade e aviões. O Sindicato também realizou na última segunda-feira(05) uma reunião com a concessionária de Energia e com a concessionária que administra a Rodovia BR-163, também estiveram presentes representantes  da OAB de Campo Grande e de São Gabriel do Oeste, um representante da Prefeitura Municipal, produtores rurais e advogados representando os produtores rurais.

Sobre os causadores dos incêndios, Renê Miranda  disse que 10 focos de incêndios foram originados pelas redes elétricas rurais, visto que a mesma tem aproximadamente 30 anos de idade e está em péssimo estado de conservação, “uma rede que está com problemas de cruzetas podres, chaves desgastadas, fios emendados, isolador faiscando, entre outros agravantes.” Quatro focos de incêndios foram originados às margens da Rodovia BR-163 e um foco originou às margens da Rodovia MS-142, na região do Areado. Renê Miranda afirmou que o produtor rural não pode ser responsabilizados e nem penalizados pelos focos de incêndios, pois todos os focos se tem conhecimento da origem deles e em nenhum teve como causador o produtor rural.

Renê Miranda deixou uma mensagem para os moradores de São Gabriel do Oeste, onde ele disse que a sociedade urbana tem que entender que jamais um produtor rural vai querer um incêndio na sua propriedade, “o produtor rural que produz e vive da sua produção não pode ser responsabilizados pelo incêndios que estão acontecendo, uma vez que o produtor está sendo o maior prejudicado com a situação, estão perdendo pastagens, correção de solo, área de preservação ambiental, cercas, estruturas físicas entre outros recursos investidos.”

Reportagem do Veja Aqui MS esteve na fazenda curitibanos, em Bandeirantes

Durante a entrevista, mais um foco de incêndio foi relatado, dessa vez na fazenda curitibanos, município de Bandeirantes, o incêndio originou-se nas margens da BR-163 e consumiu cerca de 400 hectares, de pasto, áreas cultiváveis e reservas, além de 70 rolos de feno. Segundo produtores rurais que plantam na região ainda não se sabe o tamanho do prejuízo causado pelo fogo que só pode ser contido após muitas horas de trabalho. Produtores rurais, poder público e bombeiros militares se uniram para combater o incêndio.

 

 

 

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