Mato Grosso do Sul registrou 129.407 empresas inadimplentes em fevereiro de 2026, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. O número coloca o Estado na 17ª posição entre as unidades da federação com maior volume de CNPJs negativados no país.
No cenário nacional, a inadimplência empresarial voltou a crescer e atingiu mais de 8,8 milhões de empresas. O total de dívidas negativadas chegou a 60,7 milhões, somando R$ 204,6 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente acumulou cerca de sete contas em atraso, com dívida média de R$ 23,2 mil por CNPJ.
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, afirma que a inadimplência segue em trajetória de alta e ainda não apresenta sinais consistentes de reversão.
“A inadimplência das empresas mantém uma trajetória de crescimento ao longo da série histórica recente, sem sinais consistentes de reversão. O ambiente de crédito permanece restritivo, com custos financeiros elevados e maior seletividade na concessão, o que limita a recomposição de caixa das empresas”, explica.
Segundo o levantamento, o setor de serviços concentrou a maior parte das empresas negativadas no país, com 55,4% do total, seguido por comércio (32,6%), indústria (8,1%) e setor primário (0,9%). Já na origem das dívidas, os maiores pesos ficaram com serviços (31,5%) e bancos/cartões (19,5%).
As micro e pequenas empresas continuam sendo a maior parte da inadimplência brasileira. Em fevereiro, foram 8,4 milhões de CNPJs negativados nesse porte empresarial, concentrando R$ 178,6 bilhões em débitos. Esse grupo representa 95,2% das empresas inadimplentes do país.
De acordo com a economista, esse segmento sofre mais com o atual cenário econômico porque depende de linhas de crédito de curto prazo e tem menor poder de negociação com instituições financeiras.
No recorte regional, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes, com 4,89 milhões de CNPJs, seguido pelo Sul e Nordeste. Entre os estados, São Paulo lidera com mais de 3 milhões de empresas negativadas, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Fonte: Jornal Midiamax


















