MS tem o 5º menor índice de pobreza energética do País, aponta estudo

Mato Grosso do Sul possui o quinto menor índice de pobreza energética do Brasil no indicador de carência de acesso à eletricidade, de acordo com levantamento da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. O estudo mostra que apenas 0,1% dos lares sul-mato-grossenses estavam em situação de pobreza energética por falta de acesso à eletricidade em 2024.

O indicador considera o percentual de domicílios sem acesso à energia elétrica, seja por meio da rede geral, geração própria ou geração distribuída.

O levantamento integra o OBEPE (Observatório Brasileiro de Erradicação da Pobreza Energética), criado pela EPE em parceria com o Ministério de Minas e Energia, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e outras instituições. A iniciativa reúne indicadores para apoiar a formulação de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades no acesso à energia.

Segundo a definição adotada pelo observatório, pobreza energética é a condição em que uma pessoa ou família não consegue acessar ou pagar, de forma adequada e segura, os serviços de energia necessários para atender suas necessidades básicas e garantir qualidade de vida.

Os indicadores são calculados com base em dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O estudo também permite avaliar outras dimensões da pobreza energética. No indicador de carência de acesso à iluminação por fonte elétrica, referente a 2022, Mato Grosso do Sul registrou 2,2% dos lares em situação de pobreza energética, ocupando a 14ª posição nacional.

No cenário nacional, o observatório estima que cerca de 151,4 mil lares brasileiros viviam em situação de pobreza energética relacionada ao acesso à eletricidade em 2024, o equivalente a 0,2% dos domicílios do país. Isso representa aproximadamente 353,5 mil pessoas afetadas.

Os dados reforçam que o acesso à eletricidade é praticamente universalizado em Mato Grosso do Sul, embora o observatório destaque que a pobreza energética envolve diversas dimensões além da disponibilidade de energia, incluindo a qualidade do serviço e a capacidade das famílias de custear o consumo necessário para atender suas necessidades básicas.

 

Matéria: Campo Grande News

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