Polícia investiga possível participação da jovem de 25 anos no crime; um homem morreu, outro segue internado e um suspeito de 23 anos foi preso
A Polícia Civil investiga a possível participação de uma mulher de 25 anos no ataque a tiros que deixou três pessoas feridas em uma conveniência de São Gabriel do Oeste, na noite de terça-feira (3). A suspeita é de que ela tenha atraído os dois homens que seriam alvos dos atiradores até o estabelecimento, onde foram surpreendidos pelos criminosos.
A ocorrência foi registrada por volta das 19h30, em uma conveniência localizada na Avenida Mato Grosso do Sul, nas proximidades do Parque Ecológico. Um dos homens atingidos, Jorge Pereira da Silva, de 35 anos, morreu na manhã de quarta-feira (4), após ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande. A outra vítima, José Lopes, de 22 anos, permanece internada.
A mulher também foi atingida por um disparo em um dos braços e recebeu atendimento médico.
Conforme informações preliminares levantadas durante a investigação, a jovem teria convidado Jorge e José para comparecerem à conveniência. A polícia apura se o encontro foi planejado para facilitar a ação dos atiradores. A suspeita ganhou força porque a mulher mantinha um relacionamento com um dos envolvidos no ataque, um homem de 23 anos que acabou preso.
Investigação apura possível emboscada
Na residência do suspeito preso, os policiais encontraram aproximadamente 70,8 gramas de maconha, uma balança de precisão e uma máquina de cartão. A motocicleta utilizada na fuga também foi apreendida.
A Polícia Civil recolheu aparelhos celulares das vítimas e materiais balísticos encontrados na conveniência, que deverão auxiliar no esclarecimento do crime.
Outra linha de investigação considera a possibilidade de que o ataque esteja relacionado a conflitos entre organizações criminosas rivais.
A participação da mulher, assim como a motivação do atentado e o envolvimento de outras pessoas, ainda depende do avanço das investigações. Até o momento, as informações sobre uma possível emboscada são tratadas como hipótese investigativa, e não como participação comprovada.
















