Operação Antidotum investiga fraude milionária na Santa Casa e prende seis pessoas em MS

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Ação do Gaeco e Gecoc cumpre 42 mandados em Campo Grande, Dourados e Goiânia; prejuízo já identificado chega a R$ 4,9 milhões

Uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, deflagrada nesta sexta-feira (11), colocou a Santa Casa de Campo Grande no centro de uma investigação sobre supostas fraudes que teriam provocado prejuízo de pelo menos R$ 4,9 milhões à instituição.

Batizada de Operação Antidotum, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO). Os nomes dos presos ainda não foram divulgados pelas autoridades.

Contrato de digitalização de prontuários

De acordo com as investigações do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), uma das suspeitas envolve um contrato firmado pela Associação Beneficente de Campo Grande, responsável pela administração da Santa Casa, para a digitalização de prontuários.

O acordo previa pagamentos de aproximadamente R$ 1,8 milhão por ano, durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. Conforme o Ministério Público, somente no primeiro ano, cerca de R$ 1,4 milhão teria sido desviado por meio de pagamentos sem a correspondente prestação dos serviços contratados.

Empresas ligadas à direção também são investigadas

A investigação também encontrou possíveis irregularidades em contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde com empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico.

Segundo a apuração, o proprietário dessas empresas teria ligações com integrantes da diretoria da Santa Casa. As companhias estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel estaria desocupado.

Somente em 2025, a operadora teria realizado aproximadamente R$ 9,6 milhões em pagamentos para essas empresas. O prejuízo estimado nessa frente da investigação é de pelo menos R$ 3,5 milhões.

Documentos teriam sido ocultados de órgãos de controle

Outro ponto investigado é a suspeita de que contratos, pagamentos e prestações de contas tenham sido sistematicamente omitidos de órgãos responsáveis pelo controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

As investigações continuam e o valor total do possível prejuízo ainda deverá ser definido pelas autoridades.

A operação contou com apoio do Batalhão de Choque e participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS.

Caso segue sob investigação

Até o momento, os nomes dos seis presos não foram divulgados. A investigação deverá analisar os materiais apreendidos durante a operação para identificar a extensão das possíveis irregularidades e a participação de cada investigado.

A reportagem original informa que não conseguiu contato com a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, nem com a assessoria de imprensa do hospital até a publicação.

Fonte das informações: Campo Grande News e Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

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