O município de Campo Grande entrou na Justiça para cobrar dívida da Capital Saúde (CNPJ 27.326.234/0001-80) de R$ 116 mil (atualizada), referente ao ISSQN (Imposto de Serviços sobre Qualquer Natureza).
A empresa tem como uma das sócias Jéssyca Duarte Burgatt, que foi presa na terça-feira (7) na Operação Gutenberg, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
As investigações apontam que Jéssyca integrava, junto do pai, Ed Carlo Britto Bugartt — chefe de regulação de saúde do Estado, exonerado nesta quarta —, esquema que usava a liberação de exames e internações como moeda de troca para forçar gestores públicos de MS a comprar livros de empresas ligadas ao grupo.
A execução fiscal foi ajuizada em janeiro de 2024 e corre até o presente momento sem o pagamento. A última movimentação foi a expedição de mandado para tentar citar o administrador da empresa da dívida, o que ainda não foi cumprido.
Caso a dívida persista, o município pode pedir a penhora de bens para garantir o pagamento. A reportagem acionou a empresa e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestações.
Os presos na Operação Gutenberg passam por audiência de custódia nesta quarta-feira. Depois, serão encaminhados ao presídio.
O Governo do Estado havia emitido nota, na terça-feira (7), afirmando que abriu auditoria para apurar os procedimentos fraudulentos apontados pela investigação.
Confira os alvos confirmados até o momento:
- Rossana Paroschi Jafar, empresária;
- Olívia Jafar, médica e filha de Rossana;
- Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana;
- Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;
- Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;
- Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;
- Francisco Anizio dos Santos;
- Matheus Oliveira Peixoto;
- Joatan Gomes Peixoto;
- Paulo Rogério de Melo, empresário;
- Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;
- Gabriel Taquino de Paula.
Ex-prefeito, empresários e servidores
Consta como alvo da operação o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Júnior Vasconcelos, que também é escrivão da Polícia Civil.
O chefe da regulação Ed Carlo Brito Burgatt também foi preso com a filha dele, Jéssyka Duarte Burgatt, que é dona de um plano de saúde em Campo Grande.
Outro núcleo familiar envolvido é formado pela dentista e dona da Clínica Ross, Rossana Paroschi Jafar, e seus filhos, a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar, que é comissionado na Agesul.
Também foram presos os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, que são pai e filho. Eles são donos de negócios de veículos e casas noturnas em Campo Grande.
Também há participação de advogados, como Gabriel Taquino de Paula e outro que ainda não foi identificado.
Em relação aos servidores que fazem parte dos quadros do Estado, o governo emitiu nota afirmando que serão afastados ou exonerados, no caso de comissionados. Além disso, foi aberta auditoria para apurar os procedimentos que teriam sido fraudados na saúde.


















