Polícia conclui em 10 dias inquérito contra grupo que fez dossiê contra promotor de Bandeirantes

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Foto: Causas do acidente serão investigadas pela delegacia de Bandeirantes. (Foto: Sinpol/MS)

Alvo de publicações em grupo de WhatsApp e até de vigia da rotina, a autoridade foi transferida de cidade

Inquérito da Polícia Civil para investigar grupo responsável por produzir fake news e por vigiar a rotina de promotor de 35 anos que atuava em Bandeirantes, município a 70 km de Campo Grande, tem previsão de encerramento nos próximos 10 dias. Segundo a apuração feita, de 5 a 6 pessoas podem ser responsabilizadas.

Os crimes ainda serão definidos, explicou o delegado Jarley Inácio. De acordo com ele, por enquanto está configurada a tipificação de ameaça, mas diante do número de pessoas, está em análise se elas formaram organização criminosa para atuar contra o promotor Paulo Henrique Mendonça de Freitas.

O membro do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) trabalhou em investigações de irregularidades na prefeitura da cidade. A trama contra ele foi descoberta quando foi deflagrada a “Operação Efeito Dominó”.

Essa ação apurou uso de perfis falso usados para difamar e coagir agentes públicos e testemunhas e acabou resultando na apreensão da máquina fotográfica com Valdinei Porto, que já foi assessor de comunicação e por meio da Defesa Civil coordenava a distribuição do programa Vale Renda na cidade.

Conforme o delegado, foram descobertos grupos do Whatsapp, um deles com 200 integrantes, onde a vida do promotor era assunto frequente.

O material ainda está em análise e por isso, segundo a autoridade policial, existe a possibilidade de outros crimes serem descobertos, como por exemplo injúria e difamação.

O mais importante é demonstrar que o Estado é vigilante e não permite que um representante do sistema de Justiça seja intimidado de qualquer forma”, anotou.

Mudança de vida – Em setembro, o promotor registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Bandeirantes, relatando o monitoramento fotográfico e intimidação.

A situação foi levada à PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça) e o promotor passou a contar com escolta. Ele foi transferido de cidade.

“Sucata Preciosa” – Em outra ação, no dia 2 de junho, equipes do Gaeco, Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) e do Batalhão de Choque cumpriram 25 mandados de busca e apreensão em Bandeirantes, Campo Grande, Dourados e Presidente Venceslau (SP).

O objetivo era investigar crimes de peculato, fraude em licitação, falsidade e corrupção, em contratos celebrados pelo município com empresas para a manutenção da frota municipal.

A cidade, de 6 mil habitantes, vive clima de efervescência com essas suspeitas, e ainda a disputa eleitoral.

CGNEWS

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