O presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Meeuwis Breure está entre os presos nesta quarta-feira (7), durante a segunda fase da Operação Dirty Pix. A investigação apura um esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado cerca de R$ 18 milhões em Sidrolândia (MS). Jacob já havia sido preso na primeira fase da operação.
Ao g1, o advogado de Jacob, Wellison Muchiutti Hernandes afirmou que o cliente vai colaborar com as investigações.
“Ele disse que vai colaborar com tudo que tem que ser feito. Aquilo que consta ali e que for verdade, ele vai confirmar. O que não for, vai ser comprovado”, afirmou.
Além de Jacob outras duas pessoas também foram presas: Júlio César Alves da Silva e uma terceira pessoa, que ainda não teve a identidade confirmada.
A ação é realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e cumpre 25 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades.
Segundo o MP, o esquema atingiu recursos destinados à compra de equipamentos e materiais para o hospital, uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel e obras de reforma. Os convênios envolvidos somam mais de R$ 18 milhões.
O valor de R$ 18 milhões não corresponde, necessariamente, ao total que teria sido desviado. É a soma dos recursos dos convênios que, segundo a investigação, foram atingidos pelo esquema.
Os mandados são cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Em Sidrolândia, equipes estiveram no hospital, em casas e empresas nesta manhã.
Como funcionava o esquema
Segundo o MP, eram elaborados planos de trabalho com informações falsas e valores superfaturados, ou seja, acima do que os bens e serviços deveriam custar.
A investigação também aponta que as contratações eram direcionadas a empresas previamente alinhadas ao grupo investigado.
Depois que o dinheiro público entrava nas contas da entidade responsável pelo hospital, parte dos valores era desviada do que estava previsto nos convênios.
O dinheiro passava, então, por uma sequência de transferências. Segundo o Ministério Público, foram identificados repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e outras pessoas usadas na movimentação dos recursos.
O MP afirma ainda que as provas reunidas durante a investigação apontam que o grupo usou poder financeiro para tentar atrapalhar as apurações.
Por que Dirty Pix?
O nome Dirty Pix significa “pix sujo”. Segundo o Ministério Público, a expressão faz referência às transferências financeiras que teriam sido usadas para movimentar o dinheiro do esquema investigado.
A operação desta quarta-feira é a segunda fase da investigação.
Fonte: G1 MS
















