Mato Grosso do Sul deve encerrar 2026 com uma produção de 30,1 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 7,1% em relação ao ano passado. O avanço é quase três vezes superior à média nacional, de 2,4%, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feira (15).
Com o resultado, o Estado mantém a quinta posição entre os maiores produtores brasileiros, responsável por 8,5% da safra nacional. Em números absolutos, a estimativa representa um acréscimo de aproximadamente 2 milhões de toneladas em relação às 28,1 milhões registradas em 2025.
No Brasil, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 354,5 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 2,4% sobre o ano anterior. O levantamento considera informações atualizadas até setembro e reúne estimativas de produção, área cultivada e produtividade.
Cenário regional
O desempenho de Mato Grosso do Sul contrasta com o de outros estados do Centro-Oeste. Enquanto MS apresenta crescimento de 7,1%, Mato Grosso tem previsão de alta de 3,1%, com produção de 114,2 milhões de toneladas.
Goiás, por outro lado, deve registrar queda de 13,7%, passando de aproximadamente 39 milhões para 33,6 milhões de toneladas. No Distrito Federal, a previsão é de recuo de 0,5%.
Apesar da expansão sul-mato-grossense, Mato Grosso permanece como o maior produtor de grãos do Brasil, com participação de 32,2% na safra nacional. Mato Grosso do Sul ocupa a quinta posição, atrás também de outros importantes estados produtores.
Área cultivada
A expansão da área destinada aos grãos acompanhou o crescimento da produção em MS. A estimativa passou de 6,82 milhões de hectares em 2025 para 7,03 milhões em 2026, aumento de 3,1%.
A diferença entre o crescimento da área e o avanço da produção indica aumento do rendimento médio agregado das lavouras consideradas na pesquisa.
Entre as culturas de destaque estão a soja, com previsão de 15,7 milhões de toneladas, e o milho de segunda safra, estimado em 12,8 milhões. O sorgo também ganhou espaço, com expansão expressiva da área cultivada.
Os resultados, entretanto, não foram uniformes. Enquanto algumas culturas registraram aumento de produção e produtividade, outras tiveram redução na comparação com 2025.
A pesquisa do IBGE reúne dados estaduais e nacionais, mas não apresenta, nesse levantamento, uma divisão da produção por município que permita identificar a participação específica de Campo Grande na safra.
Matéria: Campo Grande News

















