‘Era só uma gripezinha e que ia passar rápido’, disse para filha mulher que morreu de H1N1 em município de MS

‘Era só uma gripezinha e que ia passar rápido’, disse para filha mulher que morreu de H1N1 em município de MS

Comerciante perdeu a mãe que foi contaminada pelo vírus H1N1 — Foto: Reprodução/TV Morena

No estado, já são 53 mortes, número bem maior que 2018, quando foram 33 mortes. Em Campo Grande, de janeiro até agora, 86 pessoas tiveram a doença e 21 morreram.

Coriza, febre, dor de cabeça, tosse e dor no corpo. A importância de ficar atento aos sintomas é muito maior do que se imagina. É o que alertam especialistas e também a comerciante Eliane Prado, de 34 anos, que perdeu a mãe recentemente após dois dias internada em um hospital de Naviraí, a 350 km de Campo Grande.

“Ela falou pra mim que ia ficar bem, ia sair rápido, que não era a gripe [H1N1] porque ela tinha sido vacinada. Era só uma gripezinha e que ia passar rápido, logo logo ela ia sair. Minha mãe era muito forte, minha mãe lutava muito e, infelizmente, ela não conseguiu “, lamentou a filha.

E a superintendente de vigilância em saúde, Veruska Lahdo, confirma: “Influenza é uma doença grave e temos a preocupação em atingir a cobertura vacinal, que foi aberta para o grupo prioritário em abril e continuou até o dia 31 de maio. Prestou atenção nos sintomas, percebeu que só estão piorando no decorrer do dia, procure uma unidade que pode se tratar de Influenza “.

Na capital sul-mato-grossense, o número de mortes de janeiro até agosto deste ano já é maior que todo o ano passado. São 21 mortes até agora, entre elas de um bebê um ano de idade e outro que estava no grupo de risco, além de um idoso de 84 anos. De todos, a maioria estava contaminada pelo vírus H1N1.

Já em Três Lagoas, na região leste do estado, foram confirmados 66 casos de gripe somente neste ano, sendo 19 de H1N1, 2 ocorrências de Influenza A, 38 casos sem especificação e 7 ainda investigados. Até agora, foram 6 mortes confirmadas, sendo 5 homens e uma de mulher. As vítimas tinham entre 53 e 83 anos. Destas 6 pessoas, 4 tinham complicações como diabetes, hipertensão e Alzheimer. Não há informações sobre problemas anteriores de saúde nas outras duas mortes.

A prefeitura do município alega que, há 3 semanas, não há nenhum registro novo de doença na cidade e que tem bastante vacina para a Influenza A nos postos de saúde. São 50 mil doses. Agora, para combater a gripe, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) disse que tem realizado treinamentos com profissionais de educação, além de orientações nas escolas e campanhas de multivacinação rural e distribuição de panfletos.

Em Corumbá, foram confirmadas 4 mortes pelo vírus Influenza. A última morte foi no dia 31 de julho. Uma idosa de 67 anos, que foi internada no dia 25 de julho e seis dias depois acabou falecendo, estava no grupo de risco. No caso das 3 mortes confirmadas por H1N1, são casos de mulheres com idades entre 36, 43 e 67 anos. Todas pertenciam aos grupos de risco com doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e pneumonia. Uma delas tinha dado a luz há 45 dias. Das 4 mortes, 3 foram por H1N1 e 1 por H3N2, sendo o último caso de um trabalhador rural de 43 anos, que atuava em uma fazenda. Atualmente, não há casos de suspeita da doença em investigação

No estado, de acordo com a Saúde, já são 53 mortes, número bem maior do que 2018, quando foram 33 mortes. Em Campo Grande, de janeiro até agora, 86 pessoas tiveram a doença e 21 morreram em decorrência da doença. No ano passado inteiro, foram 75 casos e 20 mortes.

Fonte: G1

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