Os números ganham ainda mais peso quando analisados mês a mês. Em janeiro deste ano foram 8 casos, fevereiro registrou 10, março chegou a 13 e abril, mesmo ainda incompleto, já soma 7 ocorrências. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 88 casos.
O caso mais recente ocorreu na noite de segunda-feira (13), em Campo Grande. Jovem de 26 anos foi preso após tentar matar a própria companheira, de 25, a facadas na Rua Calarge, na Vila Carvalho.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima havia saído do trabalho por volta das 22h10 quando foi surpreendida. Inicialmente, pensou se tratar de um assalto e chegou a lançar o celular ao agressor. Ele ignorou o objeto e iniciou o ataque com golpes de faca, além de socos, chutes e arranhões.
A jovem caiu no chão e continuou sendo agredida. Mesmo ferida, conseguiu gritar por socorro, o que mobilizou moradores e fez o autor fugir.

Durante buscas, policiais encontraram o suspeito encapuzado, com faca nas mãos. Ao ver a viatura, ele arremessou a arma, com vestígios de sangue, e tentou se esconder. Já detido, inicialmente mentiu dizendo ter cometido um roubo, mas depois confessou que a vítima era sua esposa.
Ele afirmou que atacou a mulher por não aceitar o fim do relacionamento e por suspeitar de traição. A vítima confirmou histórico de agressões físicas e psicológicas, mas nunca havia denunciado por medo.
Ela sofreu cortes nos braços e mãos, inchaço no rosto e diversas escoriações, sendo socorrida e submetida a sutura. O agressor foi encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
Horas antes, também em Campo Grande, outro caso grave foi registrado no Jardim Colúmbia. O subtenente aposentado da Polícia Militar, Charles Cano da Mota, de 56 anos, atirou contra a esposa dentro da casa do casal.

A mulher, de 47 anos, foi atingida por dois disparos, no quadril e na coxa, mas conseguiu escapar ao pular o muro da residência e pedir ajuda. Ela foi socorrida consciente.
Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas. O autor tentou tirar a própria vida, entrou em parada cardiorrespiratória, foi reanimado e encaminhado em estado gravíssimo à Santa Casa, onde permanece em coma induzido e sob escolta policial.
No dia 7 de abril, um homem de 32 anos tentou matar a companheira, de 47, na Vila Danúbio Azul, também na Capital.
Horas antes do crime, ele enviou mensagens com ameaças de morte. Por volta das 16h, abordou a vítima no quintal, puxou seu cabelo e bateu sua cabeça contra o muro.
A mulher conseguiu correr para a frente da casa, mas foi perseguida. O agressor sacou uma faca tipo açougueiro e tentou golpeá-la na região da barriga.
Policiais militares que passavam pelo local intervieram, ordenaram que ele largasse a arma e realizaram a prisão em flagrante. Vídeos mostram o homem correndo atrás da vítima e, depois, imobilizado no chão, gritando “algema eu”.
A vítima relatou que o relacionamento durava cerca de oito meses e que já havia sofrido agressões anteriores, mas não denunciou por medo.
Casos no interior de MS
Em 14 de março, no Bairro Estação Ferroviária, em Ponta Porã, uma mulher foi agredida a pauladas e ficou desacordada após a violência.
A vítima foi encontrada pela polícia ferida e desorientada, sendo encaminhada para atendimento médico. O agressor foi preso em flagrante por equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Testemunhas relataram que os dois discutiam quando o homem passou a atacar a mulher com um objeto contundente.
O primeiro caso do ano ocorreu em 4 de janeiro, em Ribas do Rio Pardo. Uma mulher de 43 anos foi esfaqueada dentro de casa, no centro da cidade.
Ela sofreu ferimentos graves no pescoço, rosto e mãos, indicando tentativa de defesa. O autor, um taxista com quem mantinha relacionamento, fugiu em um Fiat Cronos pela BR-262, acompanhado da filha.
A prisão ocorreu após ação da PRF (Polícia Rodoviária Federal), com apoio da Polícia Civil, no trecho entre Ribas do Rio Pardo e Água Clara.
A vítima foi socorrida pelo Samu, estabilizada no hospital local, entubada e transferida em vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande. O estado de saúde na época era considerado grave.
Durante a perícia, foi apreendida a faca usada no crime, com lâmina de cerca de 25 centímetros. O suspeito alegou que ambos haviam ingerido álcool e discutido antes do ataque.
Matéria: Campo Grande News


















