Vereadores recebiam propina para facilitar corrupção na Câmara, diz MP

Vereadores recebiam propina para facilitar corrupção na Câmara, diz MP

Pastor evangélico, Cirilo Ramão é o primeiro a ser julgado por quebra de decoro; sessão começa às 17h (Foto: Divulgação)

“Mesada” seria paga a Idenor Machado, Cirilo Ramão e Pedro Pepa; Cirilo será julgado hoje por quebra de decoro; Pepa, amanhã

Os vereadores Idenor Machado (PSDB), Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB) recebiam “mesadas” pagas por empresários de Campo Grande para facilitar o esquema criminoso instalado na Câmara de Dourados, cidade a 233 km da Capital.

A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul ao Poder Judiciário foi feita após a Operação Cifra Negra, que levou para a cadeia, em dezembro do ano passado, os três vereadores, quatro empresários, um ex-vereador e dois ex-servidores da Câmara.

Afastados da Câmara por ordem da Justiça desde dezembro, os três enfrentam processo de cassação na Câmara por quebra de decoro.

A sessão para julgamento de Cirilo será às 17h desta quarta-feira (15). Pepa será julgado amanhã meio-dia. Relatórios das comissões processantes instaladas contra eles, apresentados ontem, pedem a absolvição de ambos por falta de provas. O relatório sobre Idenor Machado ainda não foi entregue. O prazo termina domingo, dia 19.

Mesmo que sejam absolvidos da denúncia por quebra de decoro, os três continuam fora da Câmara, já que o afastamento foi determinado pela Justiça com base na ação criminal.

As denúncias – Nas 57 páginas em que detalhou as investigações ao Poder Judiciário e denunciou políticos, ex-servidores da Câmara e empresários da Capital pelo esquema criminoso, o Ministério Público afirmou que Idenor Machado, Pedro Pepa, Cirilo Ramão e o ex-vereador Dirceu Longhi (PT), na condição de integrantes da Mesa Diretora, eram beneficiários das vantagens indevidas repassadas pela Quality Sistemas, pertencente a Denis da Maia, acusado de ser o cabeça do esquema ao lado de Idenor.

Em um notebook apreendido na sede a Quality em Campo Grande, no dia 5 de dezembro, o MP encontrou planilhas relatando o pagamento de quase R$ 170 mil em propina para vereadores e servidores da Câmara de Dourados.

Ainda de acordo com o MP, após o ex-homem de confiança de Idenor no esquema, Alexandro Oliveira de Souza ser demitido, foi Cirilo Ramão que assumiu a função de se deslocar até a sede da Quality em Campo Grande para buscar o dinheiro da propina. As transações de dinheiro da corrupção ocorriam até o dia da operação, segundo o MP. Três empresas do esquema ainda tinham contrato com a Câmara até dezembro do ano passado.

CGNEWS

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