A classificação do Operário na Copa do Brasil ficou marcada por um cenário que extrapolou o futebol. De acordo com a súmula, assinada pelo árbitro José Mendonça da Silva, a partida terminou com cinco jogadores expulsos após uma confusão generalizada e registro de “diversas agressões” dentro de campo.
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O Galo derrotou o Asa por 2 a 1 no estádio Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca (AL), e avançou para a terceira fase do torneio nacional. O time sul-mato-grossense enfrentará quem passar de Velo Clube-SP x Vila Nova-GO.
O árbitro relatou que, logo após o apito final, quando a equipe de arbitragem ainda estava na parte central do gramado, próximo à linha lateral, houve invasão de atletas e membros das comissões técnicas das duas equipes. Enquanto o time visitante comemorava a classificação, iniciou-se uma confusão envolvendo jogadores de ambos os lados.
Segundo o documento oficial, durante o tumulto foram registradas agressões com chutes, socos e empurrões. O árbitro descreve que precisou agir diante de condutas violentas e aplicou cartões vermelhos diretos. Ao todo, cinco atletas foram expulsos.

Do lado do Asa, quatro jogadores receberam cartão vermelho. O volante Valdemar Pereira Junior foi expulso por, conforme a súmula, ter saído do banco de reservas após o gol e desferido socos no ar, além de dirigir ofensas ao árbitro. Cristian Lucca, Francisco Wanderson Braga de Araújo e Keliton da Conceição foram expulsos por conduta violenta, após desferirem chutes contra adversários em meio à confusão.
Outro atleta do Asa, Sammuel Queiroz de Freitas, também recebeu vermelho direto. O árbitro registrou que ele se dirigiu à equipe de arbitragem com palavras ofensivas e, após a expulsão, teria feito novos gestos e declarações desrespeitosas.
Pelo lado do Operário, o zagueiro Jonilson Silva Sena foi expulso por, segundo o relato, correr em direção a um adversário e tentar agredi-lo com uma voadora.
A súmula aponta ainda que torcedores invadiram o campo e que houve arremesso de objetos em direção à equipe de arbitragem quando ela se dirigia ao túnel de acesso aos vestiários. O policiamento interveio e controlou a situação. Apesar da identificação de um torcedor detido, até o momento do registro não havia confirmação da lavratura de boletim de ocorrência.
O documento informa que a equipe de arbitragem utilizou as imagens da transmissão para identificar os envolvidos nas agressões, já que, por falta de segurança, nem todos os cartões puderam ser apresentados no momento exato das infrações.
Matéria: Campo Grande News

















