Seis pessoas morreram por meningite em Mato Grosso do Sul em 2026, segundo dados da SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul). No entanto, a doença apresenta queda dos casos confirmados no Estado nos últimos quatro anos. Neste ano, até a 15ª semana epidemiológica, foram confirmados 22 casos de meningite.
A série histórica mostra o registro de 134 casos em 2022, 132 em 2023, 131 em 2024 e 115 em 2025. Considerando 52 semanas, a média do ano passado foi 2,2 casos por semana, enquanto 2026 apresenta, até o momento, média de 1,46 caso.
Entre as seis mortes confirmadas em 2026 até o momento, três foram por meningite bacteriana, uma por meningite por pneumococo, uma por meningite por fungos e uma por meningite não especificada. Já em relação aos 18 óbitos de 2025 em MS, as principais causas foram por meningite por pneumococo (oito) e meningite bacteriana (quatro).
Em Mato Grosso, estado vizinho a MS, oito pessoas morreram por meningite neste ano. Há também quantidade recorde de casos confirmados, 29, considerando o período entre janeiro e abril. Nos anos anteriores, no mesmo intervalo, haviam sido registrados 25 (2025) e 22 (2024) casos.
O que é a meningite?
A meningite é a inflamação das meninges, que são as membranas que ficam ao redor do cérebro e da medula espinhal para protegê-los. No entanto, a doença tem variantes e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas.
Além disso, ela pode ocorrer por condições não infecciosas, como doenças inflamatórias, traumas ou até reações a medicamentos. No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, com casos ao longo de todo o ano. A bacteriana é mais frequente no outono e inverno, enquanto a viral é mais comum na primavera e no verão.
Os sintomas mais frequentes incluem febre, dores de cabeça intensas, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz. Já em casos mais graves, pode haver confusão mental, convulsões, dificuldades para acordar e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele.
Como se prevenir?
Segundo a SES-MS, a principal forma de prevenção é a vacinação, que protege contra a doença e é ofertada gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Entre as doses disponíveis na rede pública, estão:
- BCG – protege contra formas graves da tuberculose, incluindo meningite;
- Pneumocócica – previne doenças invasivas, incluindo meningite;
- Penta – protege contra Haemophilus influenzae tipo B;
- Meningocócica C – protege contra o meningococo sorogrupo C;
- Meningocócica ACWY – protege contra o meningococo dos sorogrupos A, C, W e Y.
Vale lembrar que as meningites bacterianas e virais são transmitidas de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias como saliva, tosse ou espirro, mas também podem ser transmitidas por via fecal-oral ou por água e alimentos contaminados.
Já as meningites fúngicas e parasitárias não são transmitidas entre pessoas. Os fungos costumam ser adquiridos pela inalação dos esporos, enquanto os parasitas infectam pela ingestão de alimentos contaminados.
Fonte: Jornal Midiamax

















