Frio impulsiona aumento nos preços de cenoura, abobrinha e tomate em Mato Grosso do Sul

Nas últimas semanas, as temperaturas mais baixas passaram a impactar diretamente o mercado hortigranjeiro em Mato Grosso do Sul e em outras importantes regiões produtoras do país. As informações baseiam-se no levantamento de preços da Ceasa-MS referente à 22ª semana de comercialização, entre os dias 25 e 30 de maio.

Entre os produtos que apresentaram alta, estão a cenoura (+6,25%), a abobrinha verde (+5,88%), o tomate saladetti (+5,88%), o quiabo (+4,95%) e a batata-inglesa (+3,33%). Conforme a pesquisa, o principal fator para o aumento foi a redução da oferta ocasionada pelo frio, que afeta o desenvolvimento das lavouras e diminui a produtividade em diversas regiões.

Dos itens, a cenoura registrou a maior valorização da semana, passando de R$ 150 para R$ 160 a caixa de 20 quilos. Já a abobrinha verde e o tomate saladetti tiveram um aumento de R$ 10 por caixa, passando de R$ 160 para R$ 170. O quiabo foi cotado a R$ 200 a caixa de 15 quilos, enquanto a batata-inglesa chegou a R$ 300 o saco de 50 quilos.

De acordo com a análise da Dimer (Divisão de Mercado e Abastecimento) da Ceasa-MS, o frio tem reduzido a produtividade de culturas mais sensíveis, como abobrinha e quiabo, além de desacelerar o desenvolvimento do tomate nas regiões produtoras do Sul do país. Tratando-se da batata, o encerramento gradual da safra das águas e as chuvas em polos produtores também contribuíram para a manutenção dos preços elevados.

Quedas registradas

Nem todos os produtos, contudo, acompanharam o movimento de alta observado em parte das hortaliças. A combinação entre oferta elevada, consumo mais moderado e avanço de safra pressionou os preços de alguns itens comercializados na Ceasa/MS durante a semana.

Entre as quedas registradas, estão a alface crespa (-11,04%), a tangerina ponkan (-11,11%), a maçã nacional (-8,25%), o melão espanhol (-7,25%) e a melancia (-4,76%).

No caso da alface crespa, a redução dos preços relaciona-se à alta disponibilidade do produto e à dificuldade de absorção da oferta pelo mercado consumidor. Além disso, produtores enfrentam desafios relacionados às condições climáticas e à redução da rentabilidade da cultura.

Já entre as frutas, o avanço da safra da tangerina ponkan, assim como o aumento da oferta nacional e o consumo mais retraído devido às temperaturas amenas, contribuiu para a pressão sobre as cotações. O cenário também influenciou os preços da melancia e do melão espanhol, que tiveram novas quedas diante da menor procura nos principais centros consumidores.

Perspectivas para o mercado

Para as próximas semanas, a tendência indica manutenção das cotações elevadas para algumas hortaliças sensíveis ao frio, especialmente caso as temperaturas continuem baixas nas regiões produtoras. Já para frutas de safra, como tangerina e melão, a expectativa é de continuidade da pressão sobre os preços devido à maior oferta e ao consumo mais moderado durante o período de temperaturas amenas.

Confira a variação de preços dos principais produtos:

Altas:

  • Abobrinha verde (caixa 20 kg): de R$ 160,00 para R$ 170,00 (+5,88%)
  • Batata-inglesa (saco 50 kg): de R$ 290,00 para R$ 300,00 (+3,33%)
  • Cenoura (caixa 20 kg): de R$ 150,00 para R$ 160,00 (+6,25%)
  • Quiabo (caixa 15 kg): de R$ 190,00 para R$ 200,00 (+4,95%)
  • Tomate saladetti (caixa 25 kg): de R$ 160,00 para R$ 170,00 (+5,88%)

Quedas:

  • Alface crespa (caixa 7 kg): de R$ 50,00 para R$ 45,00 (-11,04%)
  • Maçã nacional (caixa 18 kg): de R$ 140,00 para R$ 130,00 (-8,25%)
  • Melancia (kg): de R$ 2,20 para R$ 2,10 (-4,76%)
  • Melão espanhol (caixa 13 kg): de R$ 75,00 para R$ 70,00 (-7,25%)
  • Tangerina ponkan (caixa 18 kg): de R$ 50,00 para R$ 45,00 (-11,11%)

 

Fonte: Jornal Midiamax

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