O mês de maio deve ser marcado por temperaturas acima da média e redução das chuvas em Mato Grosso do Sul. Um bloqueio atmosférico sobre o Brasil vai dificultar a entrada de massas de ar frio pelo interior do país, mantendo o calor predominante na região Centro-Oeste.
Conforme o Climatempo, esse bloqueio é resultado de uma área de alta pressão atmosférica favorecida pelo aquecimento das águas ao redor da América do Sul. Tanto o oceano Pacífico, desde a linha do Equador até parte da costa do Chile, quanto o Atlântico na costa brasileira apresentam temperaturas acima do normal. Esse cenário contribui para a formação de um sistema que impede o avanço das frentes frias.
Na prática, embora várias frentes frias avancem pelo Sul do país, poucas devem alcançar estados mais ao norte, como São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Com isso, grande parte do ar polar tende a ficar restrita à região Sul, reduzindo a intensidade do frio típico desta época no Centro-Oeste.
Para Mato Grosso do Sul, a previsão indica que as temperaturas médias em maio devem ficar acima ou muito acima do normal, especialmente em áreas do centro, oeste e norte do Estado. Entre os municípios que tendem a sentir com mais intensidade esse calor estão Campo Grande, Sidrolândia, Terenos e Dois Irmãos do Buriti, na região central; Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Porto Murtinho, no oeste, incluindo o Pantanal; além de Coxim, Sonora, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste. A tendência é de dias mais quentes e noites menos frias do que o habitual para o período.

Em relação às chuvas, maio já é historicamente um mês de transição para o período seco, e em 2026 essa característica deve ser ainda mais evidente. A expectativa é de baixo volume de precipitação em grande parte do Brasil, incluindo Mato Grosso do Sul, com períodos prolongados de tempo firme.
Enquanto isso, outras regiões do país terão comportamentos distintos. O Sul pode registrar volumes de chuva acima da média devido à passagem frequente de frentes frias, enquanto áreas do Norte e Nordeste seguem sob influência da Zona de Convergência Intertropical, com maior ocorrência de precipitações.
O cenário reforça a tendência de um início antecipado do período seco em MS, com impacto direto na umidade do ar, na agricultura e no risco de queimadas ao longo das próximas semanas.
Matéria: Campo Grande News


















