Saltou para 65 o número de gestantes diagnosticadas com chikungunya em Mato Grosso do Sul — um aumento de 25% dos casos neste público no intervalo de apenas uma semana, conforme os dados divulgados no boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na quarta-feira (6).
Ao todo, o Estado acumula 10.330 casos prováveis e 4.342 casos confirmados da doença no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026. Conforme o documento, referente à 17ª semana epidemiológica, 14 óbitos pela doença foram confirmados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul.
Entre as vítimas, oito possuíam algum tipo de comorbidade. O boletim também aponta 65 casos confirmados de chikungunya em gestantes. Três mortes estão em investigação.
Já em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.186 casos prováveis, sendo 731 confirmados em 2026. Não há casos de óbito confirmados ou sob investigação. Nos últimos 14 dias, Nioaque, Batayporã, Porto Murtinho, Corumbá, Amambai, Chapadão do Sul e Campo Grande registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
Vacinação
Conforme o boletim, 223.322 doses do imunizante contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo. Ao todo, Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde do município.
Fonte: Jornal Midiamax















