MS confirma 597 casos de dengue em 2026 e segue sem registro de mortes

Mato Grosso do Sul já registrou 4.187 casos prováveis de dengue em 2026, com 597 confirmações da doença até a Semana Epidemiológica 15, divulgada nesta quinta-feira (23) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). Apesar das notificações, o Estado segue sem nenhum óbito confirmado ou em investigação por dengue neste ano.

Conforme o boletim epidemiológico, a incidência de casos confirmados em Mato Grosso do Sul é de 21,7 para cada 100 mil habitantes, com letalidade e mortalidade zeradas. Em comparação com anos anteriores, o cenário é mais brando, pois em 2025 foram 8.461 casos confirmados e 20 mortes, enquanto em 2024 houve 16.229 confirmações e 32 óbitos.

Nos últimos 14 dias, Corumbá, Pedro Gomes, Santa Rita do Pardo, Inocência, Batayporã, Ladário, Bonito, Jardim, Nioaque, Camapuã, Rio Brilhante, Aquidauana, Três Lagoas e Dourados registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue, segundo o levantamento estadual.

Entre os municípios com maior incidência acumulada de casos prováveis estão Sete Quedas, Douradina e Corumbá. Campo Grande aparece com baixa incidência, com 29 casos prováveis e taxa de 3,2 por 100 mil habitantes, de acordo com os dados atualizados até 18 de abril.

Vacinação avança

A vacinação contra a dengue também avança no Estado. Segundo o boletim, 223.322 doses já foram aplicadas na população-alvo, enquanto Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses do Ministério da Saúde. Ao todo, foram 147.123 aplicações da primeira dose e 88.420 da segunda .

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A imunização é recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a vacina é mais uma ferramenta de prevenção, mas não substitui o combate ao mosquito Aedes aegypti. A orientação continua sendo eliminar água parada, limpar quintais, caixas d’água e recipientes que possam servir de criadouro para o vetor da doença.

 

Fonte: Jornal Midiamax

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