População precisa colaborar: 80% dos focos do mosquito da dengue estão em casas

Governo Estadual, por meio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), emitiu nesta sexta-feira (8) um alerta sobre o crescente número de focos de dengue em Mato Grosso do Sul. Com 80% dos focos do mosquito ‘Aedes aegypti’ identificados dentro de casas e prédios residenciais, SES reforça o papel da conscientização e ação da população para combater a disseminação das doenças transmitidas pelo vetor.

Dados do boletim epidemiológico, até a quinta semana deste ano, revelam que cerca 2 mil casos de dengue foram notificados no Estado, com mais de 300 confirmados. Além disso, há 652 casos prováveis de chikungunya, com 27 confirmações.

De acordo com o coordenador estadual de controle de vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, a maioria dos focos de mosquitos está concentrada nas residências.“Caixa d’água, calhas, latinhas, lixo doméstico, oriento para que não deixando nenhum lugar com água acumulada. É muito importante que neste momento os moradores compreendam a necessidade e mantenham a casa livre de mosquito. Vamos eliminar toda a água parada, assim estaremos eliminando o mosquito e evitando a doença”.

Além disso, a SES mantém um Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde para orientar os 79 municípios do estado sobre os diversos tipos de doenças, incluindo dengue e chikungunya.

Medidas de combate

Em resposta à emergência de saúde pública, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil convocou uma reunião com representantes de órgãos estaduais e instituições parceiras para intensificar as medidas de combate, controle, prevenção e redução das doenças transmitidas pelo ‘Aedes aegypti’.

Enquanto estados vizinhos, como Goiás, Minas Gerais, Acre e Distrito Federal, decretaram situação de emergência, a SES reforça a importância da eliminação de criadouros do mosquito dentro das casas.

Em todo o Brasil, os números da dengue são alarmantes. O Ministério da Saúde registrou 392.724 casos prováveis de dengue somente neste ano, com 54 mortes confirmadas e 273 em investigação. Minas Gerais lidera os casos, seguido por São Paulo, Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro.

FONTE: CAMPO GRANDE NEWS

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