Pantanal quadruplica área queimada de 2025 e ultrapassa 80 mil hectares

O Pantanal registrou aumento de mais de quatro vezes na sua área queimada em 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. O bioma ultrapassou a marca de 80.449 hectares queimados, número 344,6% maior que os 18.096 registrados até o mesmo período de 2025.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (18), no terceiro informativo elaborado pela equipe técnica do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul). O estudo analisou e comparou a área queimada entre 1º de janeiro e 17 de agosto de 2025 e 2026.

Além do Pantanal, foram analisados o Cerrado e a Mata Atlântica. Entretanto, apenas o bioma pantaneiro teve aumento da área queimada. Já em eventos de fogo, o bioma contabilizou 113, aumento de 39,5% perante os 81 de 2025.

No último informativo — em que foi considerado o período entre 1º de janeiro e 15 de julho —, o crescimento em hectares foi de 770% no Pantanal, quando saiu de 6.762 em 2025 para 58.878 em 2026. Além disso, em todo o ano de 2025, foram queimados 121 mil hectares do Pantanal. Neste ano de 2026, até 17 de agosto, a área queimada já corresponde a 66% do total do último ano.

Municípios em alerta

O informativo também colocou 15 municípios de MS em ‘alerta alto’ para a probabilidade de fogo durante os meses de agosto, setembro e outubro. São eles: Ladário, Bodoquena, Miranda, Aquidauana, , Rio Verde, Rio Negro, Coxim, Camapuã, São Gabriel do Oeste, Costa Rica, Aparecida do Taboado, Paranaíba, Três Lagoas e Água Clara.

Além desses, outras 15 cidades estão em ‘alerta’ para novos incêndios, enquanto outros municípios se dividem entre ‘atenção’ e ‘observação’. Nenhum dos municípios está na classificação de ‘baixa probabilidade’ de fogo.

O cenário ocorre durante meses de baixa umidade relativa do ar em Mato Grosso do Sul, além da atuação do El Niño. O fenômeno, que pode ocorrer de forma mais intensa no fim de 2026, pode trazer condições de fogo fora de época, como em 2023.

Nos últimos dois dias (16 e 17), cidades de MS estiveram entre as mais quentes e secas do Brasil. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) também colocou o Estado sob alerta laranja para baixa umidade do ar nesta terça-feira (18). No entanto, a partir de quinta-feira (20), uma nova frente fria pode trazer queda das temperaturas e chuva em parte de MS.

Outros biomas

O informativo ainda revela dados sobre o Cerrado e a Mata Atlântica. Ambos tiveram redução de sua área queimada em relação ao mesmo período de 2025, apesar dos eventos de fogo terem aumentado na Mata Atlântica.

Neste ano de 2026, a Mata Atlântica teve 2.447 hectares queimados, número 38,2% menor que os 3.963 hectares de 2025. Em eventos de fogo, foram 56 neste ano, aumento de 33,3% frente aos 42 do ano anterior.

Já o Cerrado, que era o bioma com maior número de hectares queimados em 2025 (36.021), diminuiu sua área queimada quase pela metade, registrando 18.587 em 2026. Também apresentou redução em eventos de fogo, saindo de 443 para 316.

Fonte: Jornal Midiamax

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